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“O NATAL ESCONDIDO”

O título acima é do livro publicado no ano de 2017, aqui no Brasil, da autoria do pastor Timothy Keller, pastor presbiteriano por muitos anos da Redeemer Presbyterian Church, em Manhattan, Estados Unidos. Keller se formou em Teologia na Bucknell University, no Gordon-Conwell Theological Seminary e no Westminster Theological Seminary. Ele já esteve na lista de best-sellers do New Work Times e escreveu diversos livros, dentre eles, publicados no Brasil: “A fé na era do ceticismo”, “Igreja centrada” e “O significado do casamento”, “Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento”, dentre outros.

O livro “O natal escondido. A surpreendente verdade por trás do nascimento de Cristo”, Keller reconhece o natal como a principal festividade da nossa cultura, mas que, cada vez, mais a ênfase no nascimento de Jesus está sendo esquecida. Como pastor, ele reuniu diversas pregações e meditações feitas em torno deste assunto à luz da Palavra de Deus e decidiu compartilhar as preciosidades deste tema, certo de que: “Compreender o Natal é compreender os fundamentos do cristianismo, o evangelho” (p. 14).

O livro se inicia com o texto de Isaías 9.2-7, em que temos a promessa de que um menino nascerá e que seu nome será “Maravilhoso conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”. Keller aponta diversos fatores em que a realidade humana pode ser descrita “nas trevas”, assim como o significado da “luz”, portadora da vida, da verdade, do belo e da graça divina que nos salva. Esta “luz” é Jesus.

Os capítulos 2, 3 e 4 são reflexões sobre o nascimento de Jesus conforme o Evangelho de Mateus. A partir do texto da “genealogia de Jesus” (Mt 1.1-17), ao citar as cinco mulheres presentes nela, chamadas “mães de Jesus”, o autor enfatiza a inversão de valores que o evangelho de Cristo provoca, considerando a cultura da época: “[...] pessoas excluídas por questões culturais, excluídas pela sociedade respeitável e excluídas até pela Lei de Deus podem ser introduzidas na família de Jesus” (p. 48). A seguir, ao ter como base o texto de Mt 1.18-23, chamado de “pais de Jesus”, a reflexão passa a ser sobretudo na encarnação divina de Jesus, bem como sobre importância de José em sua crise pessoal, vencida pela esperança anunciada pelo anjo do “Emanuel: Deus conosco”. Por fim, temos a análise do texto de Mt 2.1-23, ou seja, a visita dos magos e a revolta e crueldade de Herodes. Para os magos, Jesus vem a este mundo como “rei dos judeus”, mas a ênfase mesmo está em Herodes, cujo nascimento de Jesus represente ameaça. O comportamento de Herodes representa o pecado na vida humana, por isto implica na injustiça, crueldade, opressão e no egoísmo: “Existe uma inimizade natural do coração humano contra todas as afirmações de soberania que se elevam acima dele” (p. 91). No entanto, quem confia em Jesus, quem entende o significado do Natal, liberta-se disto tudo, pois encontra a salvação em Jesus.

Os capítulos 5, 6 e 7 são baseados nos relatos do nascimento de Jesus no Evangelho de Lucas, cuja ênfase está em Maria, mãe de Jesus. Keller mostra que Maria vai reagindo aos poucos, “a fé de Maria acontece em estágios” (p.108), em relação a tudo que acontecia com ela naquele momento. Ela inicia com a reação de incredulidade comedida, passa pela simples aceitação e termina exercendo a fé com o coração. A partir de então, ela reage maravilhando-se e se rendendo de boa vontade. Segundo Keller, devemos seguir os passos de Maria em nossa vida cristã: “Porque se humilhou e se fez serva, Maria se tornou uma das grandes personagens da História” (p. 122). Depois, o autor analisa a história dos pastores no campo, destacando quatro coisas que devemos por em prática: ouvir bem, fazer as pases, não temer e ver. Por fim, temos a experiência de Simeão, com o chamado “Nunc dimitis”: “Agora, Senhor, deixa teu servo partir em paz, de acordo com a tua palavra, pois meus olhos viram a salvação”. Keller ressalta a “paz entre homens”, com uma das mensagens do Natal, mas não deixa de observar que a paz de Cristo pode causar conflitos também.

O livro termina com o capítulo 8, intitulado “A doutrina do natal”, com reflexão no texto de João 1.1-14. Keller dá em Jesus como “Verbo encarnado” e portador da vida eterna, por isto: “Natal significa salvação pela graça” (p.162), significa que a comunhão com Deus é possível (“O Natal e a encarnação significam que Deus se deu a um trabalho infinito para se fazer alguém a quem podemos conhecer pessoalmente - p.168) e significa que podemos ter alegria, pois anuncia as “boas novas de alegria”.

No referido livro, encontramos verdades do evangelho de Cristo que nos ajudam a refletir e a celebrar o natal conforme o ensino da Palavra de Deus.


Prof. Rev. Reginaldo von Zuben

Diretor da FATIPI

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